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Doença Periodontal

Chamamos de periodonto o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam a raiz do dente ao osso, seria a sustentação do dente.

Na doença periodontal há o comprometimento dessas estruturas pelo processo inflamatório, o que leva à reabsorção do osso, diferentemente de uma gengivite onde a inflamação só atinge a gengiva não havendo alteração óssea. A placa bacteriana aderida ao dente é a grande responsável pela doença periodontal, porém algumas alterações na gengiva podem está relacionadas a causas hormonais, ao uso de alguns medicamentos, cigarro e stress.

O sinal mais característico da doença é o sangramento, mas devemos estar atentos também para alterações na posição dos dentes, mobilidade, retrações gengivais (expondo parte das raízes), retenção de alimentos e inchaços.

O tratamento da doença periodontal é realizado pelo cirurgião-dentista, que fará a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, são indicadas cirurgias para facilitar o acesso. Uma vez tratada a doença, os pacientes devem retornar ao consultório. São visitas para manutenção que objetivam assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a progressão da doença como a sua recidiva. Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de três / três meses e de quatro a seis meses para a maioria das pessoas.

Uma das dúvidas mais freqüentes dos pacientes é se uma vez tratada a doença, os tecidos periodontais recuperam-se integralmente.Bem,com exceção das gengivites, as doenças periodontais deixam alterações estéticas como: deslocamentos na posição dos dentes, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento dos dentes. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem minimizar esses defeitos.

As doenças periodontais são grandes responsáveis pela perda de dentes em adultos, mas sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através da limpeza bucal com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista.

Quando houver sangramento na gengiva, não se deve parar de usar o fio dental e nem a escovação, deve-se fazê-los de forma correta sem machucar a gengiva (que já está inflamada), dessa forma melhorando o quadro de inflamação só com a higiene.Porém, isso não descarta a necessidade de procurar um cirurgião-dentista.

Pesquisas anteriores haviam mostrado que a doença periodontal está ligada a piora da doença cardiovascular e elevação dos marcadores biológicos de inflamação.

A integridade da saúde periodontal além de evitar perdas dentárias, previne a manifestação e agravamento de algumas condições sitêmicas. Hoje, o enfoque da prevenção não se limita apenas à aplicação de flúor, selante, e orientação de higiene bucal. A integração Periodontia/Medicina Bucal pode favorecer a realização de diagnósticos precoces de doenças sistêmicas bem como diminuir o agravamento das mesmas.

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Diabetes

Cerca de 6 milhões de americanos possuem diabetes diagnosticada. Entretanto, calcula-se que uns 5 milhões de americanos sejam portadores de diabetes não diagnosticada. Uma das manifestações bucais da diabetes é a doença periodontal, pois o diabético apresenta menor capacidade de defesa e reparação tecidual, ficando o indivíduo mais suscetível à periodontite. Entretanto, as infecções pioram o quadro de saúde do diabético por perturbar o controle do metabolismo da glicose.

Ou seja, a atuação do periodontista será de grande importância tanto para o diagnóstico precoce da diabetes como para a integridade da saúde geral de pacientes diabéticos portadores de doença periodontal.

Os diabéticos que apresentam doença periodontal têm mais dificuldade em controlar seus níveis de açúcar no sangue. Essa situação se enquadra no fato de que qualquer quadro inflamatório deflagra reações orgânicas que podem dificultar a manutenção da glicemia em valores ideais.

Dados de uma pesquisa nacional norte-americana mostraram que os indivíduos que têm doença periodontal correm um risco duas vezes maior, de apresentar diabetes.
O risco se mantinha mesmo naquelas pessoas que apresentavam outros fatores de risco para o diabetes como obesidade, sedentarismo e outros marcadores de inflamação. Tratamento da doença periodontal pode melhorar o diabetes.

Segundo a pesquisadora da Stony Brook University, Maria Ryan, dados preliminares de um estudo em andamento apontam para a melhora do diabetes com tratamento da inflamação das gengivas.

O tratamento que consiste no tratamento dentário necessário ao paciente e doses de antibióticos específicos para as bactérias envolvidas no processo.

A especialista alerta para o fato de que pacientes diabéticos que apresentem uma dificuldade em controlar seus níveis de glicose no sangue devem ser avaliados por seus dentistas para afastar problemas peridontais como causa da dificuldade de controle da glicemia.

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Doenças cardíacas

As doenças cardiovasculares afetam milhões de brasileiros e é a segunda causa de morte no país. Muitos tipos de Doenças cardiovasculares podem ser prevenidos controlando seus fatores de risco, entre eles a Doença Periodontal.

Para se ter uma idéia, 40% dos pacientes atendidos no INCOR – Instituto do Coração, com endocardite bacteriana, apresentam má higiene bucal.A literatura científica afirma que pessoas com Doença Periodontal são duas vezes mais susceptíveis a doenças cardíacas do que aquelas com gengivas saudáveis!

Pessoas portadoras de febre reumática, prolapso da válvula mitral ou sopro cardíaco, podem necessitar de antibióticoterapia prévia aos procedimentos periodontais. Isto porque durante o tratamento gengival, as bactérias causadoras de doenças periodontais podem alcançar a corrente sanguínea e colocar o paciente em risco para a endocardite bacteriana (inflamação no revestimento e válvulas cardíacas).

Nossa equipe e o cardiologista determinarão se as suas condições periodontais e cardíacas requerem algum tipo de medicamento, antes, durante e/ou após o tratamento.

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Câncer

A avaliação periodontal prévia ao tratamento de câncer é de extrema importância. Durante o tratamento do câncer: cirúrgico, radioterápico ou quimioterápico, podem ocorrer manifestações bucais decorrentes destes tratamentos ou agravar doenças bucais já existentes. Em alguns casos estas manifestações são tão graves que levam à interrupção temporária do tratamento do câncer. O paciente portador de doença periodontal terá o seu quadro agravado podendo causar uma infecção sistêmica, debilitando ainda mais o estado geral de saúde do paciente.

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Alterações Gástricas

A Helicobacter pilory é uma bactéria reconhecida como um agente causador da gastrite crônica, úlcera péptica gástrica e duodenal e também tem sido associada ao desenvolvimento de câncer estomacal. O contato com esta bactéria se dá principalmente através de alimentos contaminados pela mesma. Porém, existem vários estudos evidenciando que a cavidade bucal atua como um reservatório desta bactéria, favorecendo uma retroalimentação da mesma no trato gástrico. Num estudo realizado no Hospital Dental de Glascow, na Escócia, foi detectada a presença desta bactéria na placa dental de 38% dos pacientes examinados. Ou seja, pacientes portadores de gastrites causadas pelo H. pilory deveriam também ter suas gengivas examinadas e tratadas, pois esta bactéria poderá também estar presente na placa bacteriana da doença periodontal.